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No Brasil, mais de 3 milhões de doações de sangue são realizadas anualmente no SUS

O Ministério da Saúde destaca a importância de aumentar o número de doadores

No Brasil, cerca de 1,4% da população doa sangue regularmente, equivalente a 14 pessoas a cada mil habitantes. Isso totaliza 3.159.774 milhões de doações de sangue por ano no Sistema Único de Saúde (SUS). As informações são do Ministério da Saúde.

Dessa forma, o país está dentro da orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que sugere que de 1% a 3% da população de cada país deveria ser doadora. Apesar disso, o Ministério da Saúde destaca a importância de aumentar o número de doadores, para assegurar que os estoques em todo o país permaneçam regulares.

Bruno de Abreu Castro, biomédico especialista em Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, do Hospital Santa Marta, pontua que a obtenção de sangue para transfusão se dá por meio de doadores.

“Os atendimentos emergenciais, que ocorrem através dos prontos socorros das unidades hospitalares, bem como o cuidado e medicina intensiva nas UTIs e os procedimentos cirúrgico, a transmissão de sangue, nesses casos é um parte importante do processo, mantendo na maioria das vezes o suporte imediato à vida, sabendo que ainda não existem métodos substitutivos”, informa o biomédico.

Castro ainda destaca que é “fundamental” entender a importância do doador de sangue, já que uma doação de sangue pode salvar até quatro vidas.

“Eu costumo dizer que qualquer pessoa que tem o desejo de ajudar alguém, ajudar ao próximo e que compartilha de amor pela vida, é um possível candidato para ser doador de sangue. E é aquele candidato que o serviço de hemoterapia deseja encontrar, porque na verdade, doar sangue nada mais é do que doar amor, doar vida, doar esperança a pacientes e seus familiares que tanto necessitam de sangue”, conclui.

A enfermeira Eliane Sousa é moradora do Rio de Janeiro e doadora de sangue há aproximadamente quatro anos. Ela relembra que começou a doar após presenciar a falta que ele faz no tratamento do paciente.

“Os bancos de sangue, geralmente, ficam zerados nessa época de férias. E então surgiu esse meu desejo de ajudar, porque as pessoas não sabem o quanto é importante. Essa é uma ajuda como cidadão. É um papel social que temos com o próximo e também com seus familiares”, destaca.

Estoque de sangue

Os hemocentros de Alagoas e Mato Grosso do Sul estão convocando toda a população para realizar doações de sangue, devido ao estoque baixo.

Em Alagoas, os tipos sanguíneos A , B , AB , A- e O- estão com estoque crítico na capital. Já em Mato Grosso do Sul, o estoque de sangue tipos O- e O em estado de emergência absoluta.

Carnaval

Os hemocentros de Brasília, Mato Grosso e Rio Grande do Sul intensificaram a coleta de sangue com a chegada do Carnaval.

Durante o período de Carnaval e outras datas festivas, os bancos de sangue ficam em estado de alerta devido à redução no número de doadores e ao aumento na necessidade de sangue. A meta é garantir a manutenção adequada dos níveis de estoque de sangue.

Como doar?

Segundo o Ministério da Saúde, para realizar a doação de sangue basta procurar um Hemocentro com seu documento oficial com foto e conferir se você atende aos requisitos necessários para doar. São eles:

  • Ter idade entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos precisam do consentimento formal do responsável legal);
  • Pessoas com idade entre 60 e 69 anos podem doar sangue se já o tiverem feito antes dos 60 anos.
  • Pesar no mínimo 50 kg.
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas.
  • Estar alimentado e evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação.

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LIxo: apenas 14,7% da população brasileira tem coletiva seletiva porta a porta

A região Nordeste apresenta a menor abrangência média municipal atendendo somente 1,9% dos habitantes

A coleta seletiva porta a porta no Brasil alcançou apenas 14,7% dos habitantes, em 2022. A região Nordeste foi a que menos apresentou eficiência no serviço, atendendo somente 1,9% da população. Os dados são da pesquisa “Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana,” edição 2023 (ISLU), da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA). O superintendente da ABREMA, César Galvão, lamenta que o país ainda esteja numa situação pouco favorável no atendimento aos serviços de saneamento básico.

“Então 15 e 20 milhões de brasileiros não dispõem do serviço de coleta de lixo. E qual é o problema exatamente de não dispor de um serviço de coleta de lixo? Fora os problemas ambientais, óbvios, de poluição dos solos e dos mares, aquelas residências, aqueles domicílios que não são atendidos lançam em algum terreno baldio, em algum local às vezes próximo à residência, lançam de uma forma claramente inadequada. Eles juntam em algum local que seria uma espécie de lixão numa escala menor. Outros queimam o seu lixo ou enterram”, reclama.

As estimativas do levantamento apontam que nenhuma região brasileira conseguirá alcançar a meta de reduzir o impacto ambiental negativo per capita das cidades, inclusive prestando especial atenção à qualidade do ar, gestão de resíduos municipais e outros, até 2030 . Essas metas constam do Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) — a agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em setembro de 2015. Ela é composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030.

Na opinião da bióloga e engenheira civil Mirella Glajchman, existe um problema maior relacionado, não apenas à coleta do lixo, mas ao tratamento do esgoto. Para ela, a dificuldade em ter atendimento adequado para a população.

“Alguns municípios esbarram na escassez de profissionais especializados, na burocracia processual e nas questões políticas. O próprio relatório do Sistema Nacional de Informações sobre o saneamento aponta o avanço muito pequeno em relação ao índice de atendimento de esgoto sanitário nas macrorregiões norte, sudeste e sul”, destaca.

Apesar dos avanços, a especialista reclama.” Na região Nordeste há uma redução desse índice. Isso indica para nós que se algum município está evoluindo, por outro lado, no geral, não estamos conseguindo ter grandes avanços”, desabafa.

De acordo com a pesquisa, nenhum município se situa na faixa de população mais alta no ISLU. O relatório mostra que a coleta domiciliar está longe da universalização deixando de atender cerca de 25% dos lares brasileiros.

Fonte: Brasil61

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LIxo: apenas 14,7% da população brasileira tem coletiva seletiva porta a porta

A região Nordeste apresenta a menor abrangência média municipal atendendo somente 1,9% dos habitantes

A coleta seletiva porta a porta no Brasil alcançou apenas 14,7% dos habitantes, em 2022. A região Nordeste foi a que menos apresentou eficiência no serviço, atendendo somente 1,9% da população. Os dados são da pesquisa “Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana,” edição 2023 (ISLU), da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA). O superintendente da ABREMA, César Galvão, lamenta que o país ainda esteja numa situação pouco favorável no atendimento aos serviços de saneamento básico.

“Então 15 e 20 milhões de brasileiros não dispõem do serviço de coleta de lixo. E qual é o problema exatamente de não dispor de um serviço de coleta de lixo? Fora os problemas ambientais, óbvios, de poluição dos solos e dos mares, aquelas residências, aqueles domicílios que não são atendidos lançam em algum terreno baldio, em algum local às vezes próximo à residência, lançam de uma forma claramente inadequada. Eles juntam em algum local que seria uma espécie de lixão numa escala menor. Outros queimam o seu lixo ou enterram”, reclama.

As estimativas do levantamento apontam que nenhuma região brasileira conseguirá alcançar a meta de reduzir o impacto ambiental negativo per capita das cidades, inclusive prestando especial atenção à qualidade do ar, gestão de resíduos municipais e outros, até 2030 . Essas metas constam do Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) — a agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em setembro de 2015. Ela é composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030.

Na opinião da bióloga e engenheira civil Mirella Glajchman, existe um problema maior relacionado, não apenas à coleta do lixo, mas ao tratamento do esgoto. Para ela, a dificuldade em ter atendimento adequado para a população.

“Alguns municípios esbarram na escassez de profissionais especializados, na burocracia processual e nas questões políticas. O próprio relatório do Sistema Nacional de Informações sobre o saneamento aponta o avanço muito pequeno em relação ao índice de atendimento de esgoto sanitário nas macrorregiões norte, sudeste e sul”, destaca.

Apesar dos avanços, a especialista reclama.” Na região Nordeste há uma redução desse índice. Isso indica para nós que se algum município está evoluindo, por outro lado, no geral, não estamos conseguindo ter grandes avanços”, desabafa.

De acordo com a pesquisa, nenhum município se situa na faixa de população mais alta no ISLU. O relatório mostra que a coleta domiciliar está longe da universalização deixando de atender cerca de 25% dos lares brasileiros.

Fonte: Brasil61

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Intenção de Consumo avança após quatro meses consecutivos de queda; revela CNC

Especialistas apontam os principais fatores que contribuíram para esse crescimento

Em abril, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou um avanço de 0,4%, considerando os efeitos sazonais. Esse é o primeiro resultado positivo após quatro meses consecutivos de queda. A maioria dos componentes apresentou aumento, com exceção dos bens duráveis. As informações foram divulgadas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, destaca que na comparação anual, o indicador apresentou um crescimento de 6,1%. “Isso mostra que em abril, as famílias brasileiras estão revertendo a sua perspectiva sobre o consumo. Destaca-se como fatores que explicam essa melhora na expectativa de consumo das famílias brasileiras, a melhora do mercado de trabalho e a redução dos juros da economia brasileira”, explica.

Influências

Samuel Arantes, economista e especialista em investimentos, explica que o aumento na Intenção de Consumo das Famílias foi influenciado, principalmente, por três fatores: inflação, crédito e desemprego.

“A inflação vem cadente, principalmente nos itens que contemplam o IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo]. O IPCA de março veio menor que a previsão, e a pesquisa Focus, do Banco Central, está mostrando que a inflação medida pelo Índice vai estar fechando 2024 na cada dos 3.8, 3.7”, explica.

Além disso, ele informa que o aumento da massa de crédito na economia favorece o crescimento da intenção de consumo. Os dados revelam que as taxas de juros mais favoráveis para os indivíduos no início deste ano, atingindo o ponto mais baixo em fevereiro desde junho de 2022 (52,5%), estão sendo acompanhadas por uma redução na inadimplência dos consumidores (5,5%), voltando ao nível de julho de 2022.

“O desemprego vem baixo. A bolsa família turbinada ajuda também. Então tem mais crédito disponível, as famílias estão menos endividadas, teve programa governamental limpando nomes da população”, completa o economista.

Para Arantes, esses três fatores podem sustentar o nível de intenção de consumo ao longo do ano, mesmo que com menos força de impulso.

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Fonte: Brasil61

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